A consolidação da Independência ocorreu
em poucos anos, mas foi marcada por conflitos militares relativamente graves.
Os brasileiros que eram favoráveis à Independência reuniram forças para lutar
contras as tropas portuguesas que estavam no Brasil desde 1808. Os conflitos
mais importantes ocorreram no Sul do país e na Bahia, onde movimentos
separatistas e conflitos com os portugueses causaram algumas disputas
violentas.
Mas entre os brasileiros favoráveis à Independência
existiam grandes divergências: a aristocracia rural defendia um regime
monárquico centralizado e as camadas médias urbanas pregavam um regime
democrático, com restrições ao poder do imperador.No plano internacional, os Estados Unidos reconheceram
a Independência em maio de 1824, mas, informalmente, ela já era reconhecida
pela Inglaterra, que era grande interessada em garantir a ordem e a
ligação econômica com o Brasil. O reconhecimento formal inglês tardou a
acontecer porque os ingleses tentaram conseguir do Brasil a imediata extinção
do tráfico de escravos. Ainda assim, a Inglaterra esteve presente no processo
de consolidação da Independência, servindo também de mediador no
reconhecimento da nova nação por Portugal.
O reconhecimento formal da Independência aconteceu apenas em agosto de 1825,
através de um tratado em que o Brasil concordou em compensar a Metrópole em 2
milhões de libras pela perda da Colônia. Esta indenização foi paga com
empréstimo inglês. Por conta dessas dificuldades no processo de consolidação da
Independência, alguns historiadores têm feito objeções à famosa tese de que o
processo de Independência foi fácil. Esses críticos defendem que a emancipação
sob a forma de união em torno do Rio de Janeiro resultou de uma luta e não de
um consenso geral.
As críticas à famosa tese têm o mérito de ressaltar
o fato de que a Independência não correspondeu a uma passagem pacífica. Mas,
ainda assim, não se pode deixar de lado a constatação de que, admitindo-se o
uso da força e as mortes resultantes, a consolidação da Independência se fez em
poucos anos e sem grandes desgastes. Além disso, a emancipação do Brasil não
engendrou maiores alterações na ordem econômica e social, tendo sido mantido no
país o regime político imposto pela metrópole portuguesa.Assim, após 1822, o Brasil
continuou sendo uma monarquia encabeçada por um português e os anos
seguintes à Independência até 1840 foram marcados por enorme flutuação
política, por rebeliões em todo o país e por tentativas contrastantes de
organizar o poder.
Antigo regime É o termo que designa o modo de governo do Estado e da sociedade francesa durante a Era Moderna. Embora existam vários outros exemplos de reinos que podem ilustrar o conceito de monarquia do período, como a Espanha e a Inglaterra, a expressão em si costuma identificar predominantemente o modo de ser do Estado francês durante o período da dinastia Bourbon antes da eclosão da Revolução Francesa. No Antigo Regime, o princípio monárquico – ou seja, a pessoa e a instituição real – é sagrado, como visto pela cerimônia indispensável de coroação de um novo monarca. Ao rei francês, inclusive, são atribuídos poderes curativos por meio de um simples toque. Este caráter religioso da figura do monarca significava que o Estado francês tinha como objetivo alcançar a uniformidade religiosa entre os súditos. A essência sagrada da monarquia como um todo se inscreve, porém, em um sistema maior de simbolismos, onde a justiça e a dignidade reais eram im...
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